
Um senhor que tinha sofrido muito com seu alcoolismo, fez para sua recuperação, uma experiência com o alpinismo. O seu instrutor era Hans-Peter Royer, um cristão e guia de montanha. Como verdadeiro cristão, ele tinha falado várias vezes com esse senhor sobre viver na dependência de Deus. O ex-alcoólatra rejeitou categoricamente, argumentando que já foi dependente uma vez e não queria nunca mais depender de nada nem de ninguém. No meio do percurso de alpinismo, enquanto ele estava pendurado na corda, se divertindo bastante, o cristão perguntou-lhe se estava ciente de que, naquele momento, dependia totalmente da corda e do instrutor. Ele respondeu que sim. Hans-Peter continuou perguntando: “Você acha ruim estar totalmente à mercê dessa corda e de mim?” Ele respondeu: “Não, de forma alguma! Sei que a corda aguenta o meu peso e posso confiar em você.”
Daí o cristão pegou uma faca, colocou-a na corda e falou: “Posso oferecer-lhe uma vida realmente independente. Você gostaria de terminar o dia como pessoa dependente ou independente?” Ele o lembrou das conversas, nas quais ele disse que “toda dependência seria ruim”. Ele riu bastante sobre essa brincadeira, mas agora ele começou a compreender uma verdade espiritual profunda: se uma dependência é positiva ou negativa, destrutiva ou salvadora, depende apenas de quem eu dependo. A dependência do álcool destrói uma vida, mas a dependência de uma corda de escalada e de um acompanhante confiável e seguro, permite algo único e fantástico, a locomoção livre no alto de uma rocha. Somente nessa dependência, os alpinistas podem realizar o sonho de subir no alto das montanhas de maneira segura. O cortar da corda não significaria liberdade, mas morte. Negar a Jesus também não significa independência, mas morte. Ele é nossa única corda para o alto. A dependência de um Deus amoroso e cuidadoso não é ameaçadora, mas salvadora. Você já se fez dependente de Deus?


